Conhecer a si mesmo é a jornada da alma. Desvencilhar-se das amarras que nos limitam, constrangem e restringem não é tarefa trivial. Ela demanda tempo, energia, coragem, espaço e amor. Muito amor. Conhecer-se a si mesmo não significa somente reforçar aquilo que julgamos positivo em nós, mas sobretudo olhar, compreender e aceitar aquilo que julgamos negativo.
Nossa integridade está na união do positivo e do negativo, da luz e da sombra, dos nossos sucessos e nossos fracassos. Neste momento, a busca pela integração é necessária. Em um quarto escuro e selado escondem-se entulho e tesouro. Por medo do entulho, não nos damos a oportunidade de encontrar nossos tesouros. Relutamos em abrir a porta.
No universo nada desaparece, tudo se transforma. Quando abrimos a porta deste quarto, tudo aquilo que um dia foi escondido nele é iluminado pela luz de nossos olhos. Tudo isso ocupa espaço. Toda esta energia está estagnada em nós. Ela nos bloqueia, nos paralisa. E tememos. Tememos que as pessoas ao nosso redor tenham acesso a esse quarto. Tememos reconhecer nossa verdade dentro dele.

Por muito tempo suprimimos nossas vontades, sentimentos, opiniões, essência e verdades. Controlamos e calculamos nossas ações. Esse é nosso entulho e nosso tesouro. Junto e misturado na sombra mais profunda de nosso ser. Nosso subconsciente. Um mar profundo e escuro. Um mar que com frequência se revolta e nos traga com velocidade antes de nos devolver à praia despidos e envergonhados dos movimentos que inconscientemente fizemos tentando nos desvencilhar dele.

Já é tempo de olhar para si. Olhar para dentro. Abrir essa porta que tanto nos assusta e reprime. É tempo de visitar nossos medos, nossos fantasmas. É tempo de conhece-los, ouvi-los e permitir que eles nos entreguem nossos mais belos e valiosos tesouros. Assim eles se tornam, finalmente, parte integrante de nosso ser.
«Querer se divinizar pela bondade conveniente e ficar como um demônio pela conveniência aparente é o que cria esse caos.«
Amor e luz, Time TAW






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