Muitos de nós gastamos quantidades enormes de energia atendendo as expectativas dos outros. Nos levantamos de manhã e empunhamos nossa coleção de máscaras. Cada máscara tem seu contexto de uso. Temos máscaras para nossas famílias, para nossos vizinhos, para outros motoristas no trânsito, para o ambiente de trabalho, para os diferentes colegas, para os amigos, para os estranhos, para aqueles que vemos como nossos oponentes, e temos uma máscara para nós mesmos.
Nossas máscaras são nossa maneira de «atender» aos outros e a nós mesmos, não importa se positiva ou negativamente. Nosso primeiro instinto quando encontramos alguém pela primeira vez é fazer o possível para que o outro goste de nós. Nós queremos agradar os outros. Queremos que eles se sintam seguros e confortáveis em nossa presença. Mesmo quando nós não estamos. Atualmente, a tentativa constante de agradar os outros tem causado bastante dor a muitos, e essa mesma dor ainda está em suspenso, esperando uma oportunidade para desabar sobre os corações de muitos outros. As mídias sociais tem colaborado para essa suspensão, mas en algum momento ela vai se dissipar sobre todos nós.
Desde tenra idade, aprendemos as regras e convenções da sociedade em que vivemos. Essas regras e convenções produzem conformismo em nós. Exigências e expectativas são parte da estrutura que mantém a sociedade homogênea. E elas nos homogeneízam já que temos muita dificuldade em aceitar as diferenças. Até que a estrutura apresente rachaduras. Alguns de nós desafiamos as regras e convenções já na infância, outros mais tarde. Alguns conscientemente, outros inconscientemente. Expandimos as fronteiras do entendimento de nossas sociedades. Mas todos nós, ambos os que desafiam e os que não, usamos nossas máscaras a maior parte do tempo.

Mas o que acontece se retirarmos nossas máscaras? Como seria? Sermos nós mesmos, nus e crus em toda parte. Isso pode soar aterrador. Retirando nossas máscaras, carregamos nossos sentimentos a flor da pele. Expandimos nossos corações, sentimos tudo. E de repente conhecemos a nós mesmos. Essa é uma viagem aterradora e maravilhosa que nos permite experienciar a vida como ela é. Apenas imagine, por um minuto, ser você mesmo numa situação em que você normalmente usa uma máscara, sem o risco de ser rejeitado ou «cancelado». Que sensação maravilhosa.
Todos estamos projetando nosso subconsciente sobre os outros a todo instante se não sabemos quem somos. Somos reativos. Estamos todos reagindo a essas projeções. A partir do momento em que nos conhecemos, podemos utilizar esse conhecimento para avaliar se a projeção do outro encontra alguma verdade em nós. Se não é verdadeira, não há necessidade de reação e talvez também não haja necessidade de responder. Se é verdadeira, nos voltamos para nosso interior e desfazemos esse laço para nele não mais nos embaraçar. «O outro» se coloca diante de nós para que possamos ver a nós mesmos. Como um reflexo. Eles são nossos ajudadores. Quando os olhamos, vemos a nós mesmos. Eles nos apresentam a oportunidade de aprender e se expandir. Ou ensinar. Uma situação positiva ou negativa envolvendo «o outro» não acontece conosco, ela acontece para nós. Afinal, a vida não acontece com você, ela acontece para você.
No teatro da vida somos todos o personagem principal. Sendo assim, devemos todos brilhar nossa luz mais verdadeira. Aquela que irradia de nossos corações através de nossos sentimentos. Nos permitir desmascarar primeiramente para nós mesmos, sendo verdadeiros com nossos corações, pode ser um ótimo ponto de partida. Porque o melhor presente que jamais podemos dar uns aos outros, é apresentar-lhes o nosso verdadeiro «ser».
«Dizer a verdade é fácil, mas vivenciar a verdade é outra coisa. A verdade é o amor. Se ame.«
Amor e luz, Time TAW






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